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as armadilhas da representatividade na literatura infantil: raça, gênero e mediação literária crític

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as armadilhas da representatividade na literatura infantil: raça, gênero e mediação literária crític

17 jun - 2026 • 09:00 > 17 jun - 2026 • 12:00

Evento Online via Zoom
Evento encerrado

as armadilhas da representatividade na literatura infantil: raça, gênero e mediação literária crític

17 jun - 2026 • 09:00 > 17 jun - 2026 • 12:00

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Descrição do evento

SOBRE:

Nesse curso, tatiana nascimento e gabriella sampaio conduzem um laboratório de leitura e análise de livros infantis com personagens racializadas, especialmente negras. Serão apresentados tanto livros de autorias racializadas (negras, indígenas, asiáticas) quanto de autorias brancas. 


Entende-se autoria como conceito amplo referente tanto ao texto escrito quanto às imagens — em especial na literatura considerada infantil, para as infâncias, ou de livros ilustrados, em que muitas vezes os livros são lidos, ainda mais pelas crianças na primeira infância, primordialmente pelas imagens.


As proponentes sugerem títulos que têm usado para difundir representações positivas das negritudes e ainda para construir repertório antirracista com crianças, ainda que os de segundo tipo sejam menos frequentes e essa ausência faça parte das reflexões que o curso traz.


Outro tópico abordado é a importância da mediação adulta, que começa na seleção/curadoria/indicação de livros para acervos de bibliotecas escolares, comunitárias, ou residenciais; e passa também pela própria leitura do livro, as interações que a pessoa adulta se permite fazer, o que opta por expandir com comentários e perguntas, o que acaba silenciando com leitura rápida ou desatenta.


Papéis de gênero e binarismos socialmente naturalizados também são de interesse das análises, especialmente no que tange aos cerceamentos que crianças pretas podem experienciar com estereótipos raciais e de gênero que são, por vezes, acentuados em livros com personagens negras. por exemplo, a atribuição de força e habilidades físicas em livros destinados a meninos negros, de um lado, e hegemonia temática sobre beleza, autoestima e cabelo nos livros destinados a meninas negras, de outro.


O curso também se dedica à análise crítica das imagens, compreendendo que elas não apenas ilustram as histórias, mas produzem sentidos, valores e visões de mundo. Serão observados aspectos como a construção visual de personagens, os lugares que ocupam nas narrativas, as relações de poder presentes nas cenas, as representações dos corpos, dos cabelos, das famílias e dos afetos. A proposta é desenvolver um olhar atento para identificar tanto reproduções de estereótipos raciais e de gênero quanto estratégias visuais que afirmam a diversidade, a dignidade e a complexidade das experiências negras na literatura infantil.


Pensado em especial para pessoas educadoras; contadoras/es de história; mães, pais e outras pessoas cuidadoras de crianças; estudantes de pedagogia e de licenciaturas, o curso “armadilhas da representatividade na literatura infantil: raça, gênero e mediação literária crítica” também pode interessar ao público em geral por abordar temáticas sociais urgentes.




IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:

tatiana nascimento é não-binária, brasiliense, mãe da Irê. cantora, compositora, escritora, tradutora, editora na padê (que não é cocaína) editorial – cartonera preta lgbtqia+. sua pesquisa sonoro-poética mergulha sentido, melodia, silêncio y ruído em looping, numa reengenharia de sonhos, pensaventos, afeto, negritudes, cerrado & mar. tem 19 livros autorais publicados, inclusive “Quando a mamãe fica triste”, que foi indicado pela revista Crescer como um dos 30 melhores livros infantis de 2026. finalista do jabuti (2022) com o poemário Palavra Preta. vencedora do prêmio pallas (2024) e do prêmio mix literário (2025) com o romance água de maré. idealizadora do primeiro Slam das Minas e da primeira formação sobre privilégio branco no Brasil.


Gabriella Sampaio Ogunadi, mãe de Maria e João, advogada, pedagoga e Iyalorixá. Dedico minha caminhada à educação das relações étnico-raciais, a partir das pesquisas de narrativas africanas e à celebração da diversidade na primeira infância. Entre saberes ancestrais e práticas de cuidado, teço afeto, presença e consciência. Atuo como educadora, onde cultivo um cotidiano em que cada criança é vista, honrada e convidada a florescer.




INFORMAÇÕES:

Data e horário: 17/06 das 09h às 12h


Valores conscientes, você paga o quanto pode no momento!

Opção 01 - Mínimo: R$30

Opção 02 - Intermediario: R$50

Opção 03 - Ideal: R$70


BOLSA INTEGRAL/PARCIAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros no momento, mande a sua solicitação de bolsa através do seguinte formulário: https://forms.gle/4S8z62sTcsdr9tRV9


Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom

Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)

Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.

Classificação indicativa: 18 anos

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Sobre o produtor

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BRAVA

Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.

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