Este curso é para graduandos, pós-graduandos, pós-doutorandos, pesquisadores, professores e profissionais da área de planejamento e gestão ambiental, social e urbana, que queiram aprender a aplicar ferramentas de cartografia social e mapeamento participativo em seus projetos, com o objetivo de aprofundar o conhecimento territorial, engajar atores sociais e assim, trazer melhorias e impactos positivos, inclusive em políticas públicas, para as comunidades, bairros, cidades e o meio ambiente da área do projeto. A cartografia social e o mapeamento participativo possuem ferramentas poderosas de engajamento e participação social, que podem ter um grande impacto nos projetos em si e também nos seus desdobramentos futuros. O curso acontecerá nos dias 21 e 28 de novembro, e 5 e 12 de dezembro, terças-feiras, das 17:00 às 19:00, online, pela plataforma Zoom. A carga horária total é de 8 horas.
O que é a cartografia social e o mapeamento participativo?
A cartografia social é o processo de construção de mapas com os cidadãos, mapas que contém suas histórias, dificuldades, necessidades, e até mesmo seus sonhos e planos para um futuro próximo. Estes mapas contém informações únicas e podem ser desenvolvidos com diversas ferramentas, desde papel e lápis até softwares inovadores. O mapeamento participativo engloba a cartografia social e vai mais além, na utilização de ferramentas específicas de mapeamento, como as plataformas online, amplamente utilizadas no planejamento urbano e ambiental. Assim, estes métodos tem a missão de tornar visível o conhecimento, a cultura e a história de um local, e assim, trazer melhorias para a qualidade de vida, soluções e estratégias para resolver problemas sociais e ambientais, melhorar os espaços públicos, conhecer a fundo o território e suas particularidades, para que as políticas públicas urbanas possam ser integradas com essas informações.
O que você vai aprender neste curso:
- Conceitos básicos do método de cartografia social e mapeamento participativo;
- Ferramentas principais utilizadas para o engajamento comunitário;
- Softwares abertos de geoprocessamento e plataformas online de mapeamento participativo;
- Como iniciar o processo de mapeamento e quais dados coletar;
- Como iniciar a construção do seu banco de dados e como inserir nele os seus dados participativos;
- O que fazer após o mapeamento participativo, produtos que podem ser gerados e impacto;
- Roteiro passo a passo de aplicação do mapeamento participativo, para finalizar o curso com o seu projeto individual de mapeamento participativo prontinho para ser iniciado.
As inscrições são solidárias, ou seja, você faz a sua inscrição e pode trazer um convidado para participar do curso gratuitamente. Todos recebem certificado.
* Com certificado
** O curso NÃO ficará gravado, portanto, sua presença é essencial.
Carolina Carvalho fez pós-doutorado em saúde ambiental pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), e é Doutora em Planejamento Ambiental pela COPPE-Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É Mestra em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e graduada em Geologia pela Unesp. Durante seu doutorado em planejamento ambiental, em uma estadia de pesquisa no Royal Institute of Technology (KTH), Estocolmo, na Suécia, conheceu os chamados bairros ecológicos, e percebeu como é importante o local onde se vive ser saudável e sustentável, e a necessária integração cidadão-gestores para que isso aconteça. Desde então passou a disseminar conteúdo sobre cidades com boas práticas de sustentabilidade. Quando iniciou o pós-doutorado, trabalhou com conceitos e ferramentas de participação social, e unindo tudo isso à sua formação em sensoriamento remoto e geoprocessamento, passou a trabalhar com mapeamento participativo e Sistemas de Informação Geográfica Participativo aplicado à estudos urbanos. Após um período de pesquisa na Aalto University, Espoo, Finlândia, foi cada vez mais ampliando o conhecimento no tema de mapeamento participativo e nas ferramentas, inclusive tecnológicas, e foi observando a cada projeto, evento, palestra, e curso, como os cidadãos realmente se importam com o local onde vivem, como gostariam de participar mais e criar seus bairros, suas cidades. Também ficou evidente como as cidades estão doentes, poluídas, insalubres, injustas. E com a pandemia em curso, a necessidade de cidades mais saudáveis, justas e inclusivas veio à tona com força total, mostrando que o modelo urbano atual já não é mais vivo. E as pessoas têm um papel fundamental no planejamento e na reconstrução de cidades.
Carolina é idealizadora de Comunidades Vivas - Mapeamento Participativo, que tem a missão de dar voz aos cidadãos para promover as tão necessárias cidades resilientes, humanas, acolhedoras, que valorizem a saúde e o bem-estar, através da co-criação de planos, alternativas, estratégias e soluções utilizando como método o mapeamento participativo (www.comunidadesvivas.com.br). Também é pesquisadora visitante no Community Based Research Laboratory e no Centre for Global Studies da Universidade de Victoria, Canada.