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A raiva, o medo e a solidão: combustíveis para a escrita na universidade e além (8a Edição)

06 abr - 2026 • 19:00 > 10 abr - 2026 • 21:00

 
Videoconferência via Sympla Streaming
Parcele em até 12x

A raiva, o medo e a solidão: combustíveis para a escrita na universidade e além (8a Edição)

06 abr - 2026 • 19:00 > 10 abr - 2026 • 21:00

 
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Descrição do evento

Com inscrições ESGOTADAS em SETE edições, atendemos aos pedidos: a sétima turma do curso  "A raiva, o medo e a solidão: combustíveis para a escrita na universidade e além" está chegando! 


Quais são os combustíveis da sua escrita? E como fazer uso de sentimentos que aprendemos a rejeitar?


Ainda ouvimos nas universidades que devemos separar a razão da emoção para construirmos teorias ou que é preciso se afastar do “objeto de estudo” e optar pela escrita imparcial, na terceira pessoa. Mas e quando nos tornamos as sujeitas da pesquisa? E quando nos damos conta que a neutralidade científica é um mito? E quando compreendemos que essa tendência é resultado de processos coloniais?


A presença de pessoas negras, indígenas e LGBTQIAPN+ nas universidades costuma ser marcada pela violência e, no nosso corpo, é possível cartografar algumas reações: seja a raiva de precisar de uma legitimação externa para o desenvolvimento dos nossos trabalhos; seja o medo de enfrentar cotidianamente aquele ambiente; seja a solidão de carregar nas costas pautas que, na verdade, referem-se a sociedade inteira. 



Audre Lorde, uma das principais referências para o curso, nos dá pistas de como transformar o silêncio em linguagem e ação e usar o erótico tendo a poesia como “destilação reveladora da experiência”. 


Audre afirma que a poesia não é um luxo, “é uma necessidade vital da nossa existência. Ela cria o tipo de luz sob a qual baseamos nossas esperanças e sonhos de sobrevivência e mudança, primeiro como linguagem, depois como ideia, e então como ação mais tangível. É da poesia que nos valemos para nomear o que ainda não tem nome, e que só então pode ser pensado.”


Gloria Anzaldúa nos dá pistas de como não desistir da escrita, de como não deixar as violências cotidianas nos contornarem a ponto de nos paralisar, nos convocando a seguir com dedicação, a escrever por ter mais medo de não escrever.


bell hooks nos ensina a erguer a voz. a olhar, a ver, a sentir desde um posicionamento crítico, sustentando os nossos anseios, construindo olhares negros, usando a língua, transitando entre margens e centros.


Patrícia Hill Collins sugere que além de nos autodefinirmos, devemos nos autoavaliar e autodeterminar. E que tenhamos mais inventividade ao olhar a história  de mulheres negras, uma  vez que a nossa presença foi/é negada às instituições brancas burguesas colonizadas.


Neusa dos Santos Souza nos auxilia na construção de um discurso sobre nós mesmas, aquele que passa necessariamente por uma reflexão crítica sobre a nossa história, numa busca frenética pelo que nos ensinaram a ser e ao que, como propõe Tatiana Nascimento, iremos destruir. 


Conceição Evaristo nos ensina a construir uma escrita comprometida com a vida, a entender o nosso ponto de vista, a fazer a escrevivência acontecer.


E eu, Cris Rosa, te convido a pensar-sentir-criar caminhos para escritas que reagem às imposições e articulam o novo, na universidade e além. Vamos?

Os encontros acontecerão nos dias 6, 8 e 10 de abril 2026  (seg, qua, sex), de 19 às 21:00, online e ao vivo pelo Zoom  (ficarão gravadas!).


Programação:

- Aula 1: Os usos da raiva - compreender o corpo como território político, localizar a raiva e fazer uso dela.

- Aula 2: Os usos do medo - articular conceitos de feministas negras sobre a nossa voz e as nossas escritas.

- Aula 3: “A poesia faz alguma coisa acontecer” - destilar as experiências, como proposto por Audre Lorde, e construir caminhos para a autonomia na escrita acadêmica.

 

As aulas serão ministradas por Cris Rosa, mulher negra baiana bissexual, pesquisadoraprofessora, e escritora. Autora do livro “Beije sua preta em praça pública”: da apropriação do corpo à apropriação do espaço (Edufba, 2024), que foi semi-finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico. Doutoranda e mestra em Geografia (UFBA), com pesquisa voltada para o trabalho de mulheres negras na produção do espaço urbano. Na dissertação, que recebeu menção honrosa no Prêmio UFBA de Teses e Dissertações, propôs uma abordagem teórico-metodológica para a interpretação da imbricação das relações sociais no Brasil. É licenciada e bacharel em Geografia, com pesquisa voltada para a Geografia Urbana, trabalho de mulheres negras e a imbricação das relações sociais. É fundadora do Laboratório de Estudos sobre a Imbricação Racismo-Sexismo-Capitalismo (Lab Rachadura - @lab.rachadura / www.labrachadura.com ) e criativa no projeto Andografias (@andografias) onde reflete sobre a poética do deslocamento. Para conhecer algumas produções das suas produções, acesse: linktr.ee/crisrosacris 


Além das aulas, o que você acessa ao se inscrever?


  • Certificado de curso livre (para quem assistiu ao vivo);
  • Roteiro de estudos sobre as aulas;
  • Playlist sobre o curso e pasta de textos;

Informações gerais:

Curso: A raiva, o medo e a solidão: combustíveis para a escrita na universidade e além

Com quem: Cris Rosa - Autora do livro “Beije sua preta em praça pública”: da apropriação do corpo à apropriação do espaço. Doutoranda, Mestra, Licenciada e Bacharel em Geografia. Fundadora da Lab Rachadura.

Data: 6, 8 e 10 de abril 2026 (segunda, quarta e sexta-feira)

Horários: 19 às 21 horas

Investimento: R$125,00 (+ taxa sympla)

Ao vivo e online, via Zoom

As aulas ficarão gravadas (até o dia 6 de maio de 2026).

 

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Sobre o produtor

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Lab Rachadura

A Lab Rachadura é o Laboratório de Estudos sobre a Imbricação Racismo-Sexismo-Capitalismo, e surge com o intuito de ampliar a divulgação de trabalhos desenvolvidos no âmbito acadêmico através de cursos, grupos de estudos, mentorias, entre outros serviços. Para conhecer mais, acompanhe no Instagram: @lab.rachadura .

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