01 jul - 2026 • 19:00 > 01 jul - 2026 • 22:00
01 jul - 2026 • 19:00 > 01 jul - 2026 • 22:00
SOBRE:
“A experiência de ser negro num mundo branco é algo intransferível”
[Abdias Nascimento]
“(...) que tais coisas sejam ditas, e com tanta regularidade, sobre pessoas Negras e enegrecidas é parte do que significa (existir n)o vestígio. ‘Não é apenas por essa força que nos reconhecemos e somos reconhecidas’”.
[Christina Sharpe]
Objetivo do curso
Analisar a banca de heteroidentificação no fio da navalha: entre a necessidade histórica de proteger as políticas de ação afirmativa e a violência simbólica de ter a negritude aferida sob a ótica da branquitude. O curso mira os corpos negros que tangenciam o olhar genérico, isto é, sobre aqueles que o racismo brasileiro tenta apagar por não se enquadrarem no negro imaginado pelo branco. É sobre tensionar esse olhar que anula a complexidade do tornar-se negro e ignora o processo violento de miscigenação que marca a Diáspora no Brasil. É provocar a reflexão sobre como a banca pode reproduzir a lógica do “olhar branco” que decide quem entra nas instituições públicas historicamente engendrada pela lógica da distinção. E, por fim, tatear as cicatrizes que a negação deixa nesses corpos e fragmenta a aglutinação política da identidade negra enquanto organismo político, teórico e subjetivo de existência ancestral.
Partimos do reconhecimento de que as bancas de heteroidentificação constituem um instrumento fundamental para a proteção das políticas de ação afirmativa. Nosso interesse é refletir criticamente sobre seus limites, tensões e efeitos subjetivos, sem perder de vista seu papel histórico no enfrentamento das fraudes e na consolidação do direito à reparação racial.
Principais referências mobilizadas:
Abdias Nascimento; Christina Sharpe; Lélia González; Frantz Fanon; Sueli Carneiro; Grada Kilomba; Oracy Nogueira; Neusa Santos; Paulo Neves; etc.
IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:
Bruna Santiago (@leituraspretas)
Historiadora. Mestre em História. Doutoranda em Sociologia pela Universidade Federal de Sergipe. Pesquisadora das relações de raça e gênero no Brasil e nos Estados Unidos. Autora do livro "O pensamento de Angela Davis: Perspectivas de liberdade e resistencia"
Claudia Kathyuscia (@claudinha_kbj)
Uma doutora negra queer em ciências sociais, socióloga e professora efetiva da rede estadual de ensino de Alagoas. Escritora e colunista do site NãoMeKahlo.
INFORMAÇÕES:
Data e horário: 01/07 das 19h às 22h
Valores conscientes, você paga o quanto pode no momento!
Opção 01 - Mínimo: R$30
Opção 02 - Intermediario: R$50
Opção 03 - Ideal: R$70
BOLSA INTEGRAL/PARCIAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros no momento, mande a sua solicitação de bolsa através do seguinte formulário: https://docs.google.com/forms/d/1PgC3ZiV1l3Xba7KJ_0z8rSakIdkPLdLT5E2AMDs0Ksg/preview
Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom
Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)
Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.
Classificação indicativa: 18 anos
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
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BRAVA
Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.
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