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Alpha Blondy lança Positive Energy no Music Hall (pela 1º vez em BH!!!)

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Alpha Blondy lança Positive Energy no Music Hall (pela 1º vez em BH!!!)

15 mai - 2015 • 21:00 > 16 mai - 2015 • 03:00

Evento presencial em Music Hall , Belo Horizonte - MG
Evento encerrado

Alpha Blondy lança Positive Energy no Music Hall (pela 1º vez em BH!!!)

15 mai - 2015 • 21:00 > 16 mai - 2015 • 03:00

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Descrição do evento

Alpha Blondy apresenta Positive Energy em turnê pelo Brasil

 

Veterano de reggae africano volta ao Brasil para lançar seu décimo primeiro disco, “Positive Energy”. A turnê passa no dia 15 pelo Music Hall em Belo Horizonte -  co-realização Green Go Agency e Raiz de Jah.

 

Desde o inicio de sua carreira nos anos 1980 com o hit Pan Africano “Opération Coup de Poing (Brigadier Sabari)”, Alpha Blondy tem como costume entregar a seus fãs um reggae de qualidade, apresentando sempre novos elementos em sua música. E seu contrato de confiança com seu publico é mais uma vez cumprido com talento: Positive Energy se estabelece diretamente como um grande disco. “Positive Energy é um disco de parceiras!”, exclama Alpha ao definir.

 

E, de fato, o novo trabalho de Alpha Blondy traz lindas participações: dois cantores famosos jamaicanos, Ijahman em “Rainbow in the Sky” e Tarrus Riley em “Freedom”;  o chefe do zouk, Jacob Desvarieux em “N’Teritche”; e uma jovem promissora cantora congolesa, Pierrette Adams, em “Séchez vos larmes”.

 

 “Allah Tano” traz um trio de choque: o tunisiano Nawfel, o marroquino Assim e o costa marfinense Ismaël Isaac. Um título forte dedicado à avó de Apha, uma música espiritual também. “Mostra que o Islam não é a propriedade de alguns violentos. Podemos falar de Deus e de amor sem necessariamente fazer sangrar”, resume ele.

 

Se a espiritualidade é habitualmente o combustível de escolha de Alpha, a raiva não se faz ausente. Que seja na firmeza de “Séchez vos larmes”, onde o cantor ataca os políticos que preferem fazer guerra a alimentar seus povos, ou no muito forte “Maclacla Macloclo”. “É o golpe de estado recorrente. Os presidentes cometem as mesmas idiotices e a comunidade internacional fica cúmplice validando os abuses de autoridade. Os ditadores e as tiranias que vivemos são por parte por culpa deles. Genocídio democrático, tortura democrática, bombardeamos a Líbia dizendo que o outro não era democrático, fizemos uma grande cagada. Mesma coisa no Iraque. Bombardeamos os prós e os anti Saddam do mesmo jeito. Lumumba e Sankara assassinados “democraticamente”, os exemplos são vários. No nome da democracia, se permitem todas as atrocidades. Na África, quando ouvimos a palavra “democracia”, nos escondemos de baixo da cama porque vai começar a sangrar”,  explana Alpha.

 

 

 

 

 

 

 

“Freedom” é a mais velha das composições porque seu texto data de 1978, ano durante o qual Alpha estava num exilo americano, em busca do sonho. “A liberdade não tem preço, e não me deixarei comprar porque não é para vender, freedom is a must”, afirmam juntos Alpha e Tarrus Riley, um costa marfinense e um jamaicano em sintonia, querendo amor, liberdade e reggae roots.

 

Falando de roots (rock) reggae, “No Brain No Headache” abre com uma guitarra gritando. “É muito rocky. Fala de minha passagem no hospital. Quando falei para a enfermeira que alguém tinha colocado pó de anjo no meu baseado, ela falou “Você tem sorte : sem cérebro não tem dor de cabeça”. Entendi a lição. Quer dizer que no tem que se preocupar com futilidades. A vida, tem que pegar no bom sentido, mesmo quando doe”, explica Blondy.

 

Em “Madiba M’a Dit”, Blondy evoca Nelson “Madiba” Mandela, símbolo da luta contra o apartheid. O texto simples e poético da música tem uma historia com a jornalista de France 24, Valérie Fayolle. “Fizemos um programa junto, Le Paris Des Arts, e ela me fez ler seu poema, que achei muito lindo. Uma loira com olhos azuis que fala de Mandela, dava uma outra dimensão. Falei que queria fazer uma música. Graças a Deus, ela gostou muito. Se Mandela vivia, é assim que ele teria pensado. Somos todos iguais. Se a gente queria se vingar, a terra seria vazia”, conta.

 

Para passar suas ideias, Alpha se fortalece de seus melhores guerreiros: seu grupo Solar System, que começou a gravação em Abidjan no estúdio do cantor e depois continuou em Paris, no estúdio da Grande Armée. A capa de Positive Energy traz o artista com sua avó desaparecida no plano de fundo, como um anjo da guarda. “Ela me deu o amor ao próximo. E meu próximo é Deus, não precisa procurar muito longe. Meu próximo com suas qualidade e seus defeitos é Deus, é ela que me ensinou isso. Queria lhe render essa homenagem”.

 

Esse disco, não parece com os outros”, diz Alpha Blondy como conclusão.

Local

Music Hall

Avenida Contorno, 3239 Santa Efigênia

Belo Horizonte, MG

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