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Medeia Vozes (Mini Temporada Relâmpago)

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Evento encerrado

Medeia Vozes (Mini Temporada Relâmpago)

Terreira da Tribo - Porto Alegre, RS
21 de outubro de 2019, 19h30 - 28 de outubro de 2019, 19h30

Ingressos

Meia-Entrada 21/10
R$ 30,00  (+ R$ 3,00 taxa)
em até 6x R$ 6,19
Vendas até 21/10/2019
Encerrado
Inteira 21/10
R$ 60,00  (+ R$ 6,00 taxa)
em até 12x R$ 6,83
Vendas até 21/10/2019
Encerrado
Meia-Entrada 27/10
R$ 30,00  (+ R$ 3,00 taxa)
em até 6x R$ 6,19
Vendas até 27/10/2019
Encerrado
Inteira 27/10
R$ 60,00  (+ R$ 6,00 taxa)
em até 12x R$ 6,83
Vendas até 27/10/2019
Encerrado
Meia-Entrada 28/10
R$ 30,00  (+ R$ 3,00 taxa)
em até 6x R$ 6,19
Vendas até 28/10/2019
Encerrado
Inteira 28/10
R$ 60,00  (+ R$ 6,00 taxa)
em até 12x R$ 6,83
Vendas até 28/10/2019
Encerrado
Total
R$ 0,00

Descrição do evento

Medeia Vozes (Mini Temporada Relâmpago)

São apenas três apresentações de Medeia Vozes, dias 21, 27 e 28 de outubro, na Terreira da Tribo. Os ingressos custam R$60,00 inteira e R$ 30,00 meia para artistas, estudantes, professores e aposentados.

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz toma uma versão antiga e desconhecida do mito, trazendo uma mulher que não cometeu nenhum dos crimes de que Eurípides a acusa. O mito é questionado e reelaborado de maneira original, para analisar o fundamento das ordens de poder e como estas se mantêm ou se destroem. Medeia é uma mulher que enxerga seu tempo e sua sociedade como são. As forças que estão no poder manifestam-se contra ela, chegando mesmo à perseguição e banimento, ela é um bode expiatório numa sociedade de vítimas. À voz de Medeia somam-se vozes de mulheres contemporâneas como as revolucionárias alemãs Rosa Luxemburgo e Ulrike Meinhof, a somali Waris Diriiye, a indiana Phoolan Devi e a boliviana Domitila Chungara, que enfrentaram de diferentes maneiras a sociedade patriarcal em várias partes do mundo.

Medeia Vozes ganhou o Prêmio Açorianos em 8 categorias (melhor espetáculo, atriz para Tânia Farias, cenografia, iluminação, trilha para Johann Alex de Souza, dramaturgia, produção e direção), além do troféu do Júri Popular. E em 2014 ganhou mais um prêmio açorianos na categoria de melhor espetáculo, concedido pela EEPA (Escola de Espectadores de Porto Alegre).

“Pronunciamos um nome, e, como as paredes são permeáveis, entramos no tempo que foi o seu, encontro desejado. Sem hesitações, ela responde das profundezas do tempo ao nosso olhar. Infanticida? Pela primeira vez esta dúvida. Um encolher de ombros, de desprezo, um voltar às costas. Ela já não precisa da nossa dúvida, nem dos nossos esforços para lhe fazer justiça, afasta-se. Antecipa-se de nós? Foge? As perguntas perdem o sentido pelo caminho. Mandamos-lhe embora, ela vem ao nosso encontro das profundezas do tempo, nós mergulhamos nele, passamos por épocas que, ao que tudo indica, não nos falam de forma tão clara como a sua. E há de haver um momento em que nos encontramos.

Somos nós que descemos até aos Antigos? São eles que nos apanham? Tanto faz. Basta estender a mão. Passam para o nosso mundo com a maior facilidade, estranhos hóspedes, iguais a nós. Nós temos a chave que abre todas as épocas, por vezes a usamos sem reservas, deitamos um olhar apressado pela fresta da porta, ávidos de juízos precipitados. Mas também deve haver maneira de nos aproximarmos passo a passo, com um certo pudor diante do tabu, dispostos a arrancar dos mortos seu segredo, mas assumindo o preço de algum sofrimento. O reconhecimento das nossas fraquezas – era por aí que devíamos começar.

Os milênios dissolvem-se, sujeitos a fortes pressões. Deve então manter-se a pressão? Pergunta ociosa. Falsas perguntas fazem hesitar a figura que quer libertar-se das trevas da cegueira que nos impede de conhecê-la. Temos de lhe avisar. A nossa cegueira forma um sistema fechado, nada a pode refutar. Ou teremos de nos afoitar no mais íntimo da nossa cegueira e autocegueira, e avançar, sem mais, uns com os outros, uns atrás dos outros, o ruído da derrocada das paredes nos ouvidos? Ao nosso lado, é essa a nossa esperança, a figura de nome mágico que em si faz convergir os tempos, processo doloroso. Nessa figura é o nosso tempo que sobre nós se abate. A mulher bárbara”.
Christa Wolf

Sobre o organizador

Ói Nóis Aqui Traveiz

O Ói Nóis é um grupo de teatro que existe há 40 anos na cidade de Porto Alegre. É reconhecido por ter desenvolvido uma estética própria e pelo seu compromisso ético e ideológico.

Local

Terreira da Tribo
Santos Dumond , 1186, Teatro, São Geraldo
Porto Alegre, RS

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