III Simpósio Internacional de Qualidade e Segurança do Paciente

FecomercioSP - São Paulo, SP
25 de abril de 2018, 08h - 27 de abril de 2018, 18h

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Descrição do evento

Realização: IBSP
Apoio: ONA

MENSAGEM DO COMITÊ CIENTÍFICO
Mensagem do Comitê Científico – III Simpósio

Em abril de 2018, completamos cinco anos do início do Programa Nacional de Segurança do Paciente, um marco nacional da busca por um sistema de saúde que consiga entregar mais qualidade assistencial, expondo os pacientes a menos riscos de sofrer com eventos adversos evitáveis. É momento de fazermos um balanço de nossas ações, de nossas conquistas, mas também de fazer nossos planos para o futuro.

Com a maturidade, entendemos que a Segurança do Paciente é “um alvo em movimento”, e que já não importa tanto discutir a precisão das estimativas de mortes por eventos adversos, nem se lançar a metas inviáveis de qualidade e segurança. O importante mesmo é tentar focar em melhorar a realidade que está diante de nossos olhos, e que se renova de forma muito rápida, apontando para cada vez mais complexidade, com riscos que se modificam ao longo do tempo, exigindo técnica e criatividade para nos adaptarmos. Posto que vivemos um problema real, e que afeta pacientes, familiares e a sociedade como um todo, precisamos sedimentar e explorar soluções tangíveis e sustentáveis. 

Precisaremos, ou melhor, precisamos ser disruptivos em toda a cadeia de assistência à saúde, incluindo a mudança do formato de financiamento e remuneração, uma revisão do papel e das relações com as indústrias voltadas à saúde, a inserção real do paciente como centro de tudo, as consolidações das relações interprofissionais com construção de equipes de assistência consistentes, a busca por transparência com a sociedade, entre muitas outras coisas. E seremos cada vez mais pautados por mudanças tecnológicas frenéticas como as soluções de inteligência artificial no apoio à tomada de decisão, bem como por mudanças conjunturais e estruturais, com um sistema que precisa se voltar ao valor do que fazemos nas perspectivas do paciente e da sociedade.

O Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente traz novamente com este Simpósio Internacional um momento de troca, aprendizado e reflexão, sabendo que toda a discussão aqui exposta é contínua, complexa, mas é o nosso combustível de renovação em busca dos ideais que queremos ver vivos e presentes na assistência que prestamos diuturnamente, e que almejamos ser cada vez melhor. 


PALESTRANTES INTERNACIONAIS

Ayse Gurses
Médica anestesiologista, especialista em cuidados intensivos do Johns Hopkins, nos E.U.A.

A Dra. Ayse P. Gurses é professora associada de anestesiologia e cuidados intensivos na Johns Hopkins University School of Medicine. Ela realiza um trabalho conjunto no Departamento de Política e Gestão de Saúde da Johns Hopkins’ Bloomberg School of Public Health’s. Suas áreas de especialização incluem engenharia de fatores humanos, segurança do paciente, design de tecnologia de saúde e avaliação de usabilidade e implementação. Sua pesquisa atual se concentra em melhorar a segurança do paciente na sala de cirurgia cardíaca, transições de cuidados / transferências, coordenação de cuidados de saúde, compliance com diretrizes baseadas em evidências e condições de trabalho de enfermagem.  A Dra Ayse também colabora em pesquisas relacionadas ao desenvolvimento da prestação de serviços de saúde em geriatria em todos os níveis do sistema de saúde, do paciente aos médicos, hospital e sistema de saúde. Ela tem ampla experiência em trabalhar em ambientes interdisciplinares de pesquisa e colabora em projetos relacionados a fatores humanos.


Charles Vincent
Psicólogo especializado em segurança do paciente e professor emérito de Pesquisa em Segurança Clínica do Imperial College, de Londres

Formado em psicologia, atuou como psicólogo clínico no British NHS britânico por vários anos. Desde 1985, se concentrou na realização de pesquisas sobre as causas dos danos aos pacientes, nas consequências para os pacientes e profissionais de saúde nos métodos para melhorar a segurança dos cuidados de saúde. Charles Vincent criou a Unidade de Risco Clínico no Departamento de Psicologia na University College London, onde era professor de psicologia. Em 2002, tornou-se professor na área de Pesquisa em Segurança Clínica no departamento de cirurgia e câncer no Imperial College. De 1999 a 2003, foi um membro da UK Commission for Health Improvemen, atuando como conselheiro sobre segurança do paciente em muitos inquéritos e comitês, incluindo o Bristol, o Parliamentary Health Select Committee, o Francis Inquiry e o Berwick Review. De 2007 a 2013, foi diretor do National Institute of Health Research Centre for Patient Safety & Service Quality no Imperial College. Mudou para o Departamento de Psicologia Experimental em janeiro de 2014 com o apoio da Health Foundation para continuar o trabalho em segurança nos cuidados de saúde.

Jan Compton
Enfermeira e diretora do Escritório de Segurança do Paciente da Baylor Scott & White Health

Jan Compton é enfermeira especialista em terapia intensiva, tendo migrado para área de Qualidade, Risco e Segurança do Paciente. Atualmente, é diretora do Escritório de Segurança do Paciente, na Baylor Scott & White Health, onde foca em iniciativas, práticas baseadas em evidências e estratégias para melhorar a assistência dos pacientes. Ela ainda é membro da North Texas Association for Healthcare Quality e presidente do Comitê de Segurança e Qualidade do Paciente do Dallas-Fort Worth Hospital Council.

Mahen Hoolash
Especialista em Desenvolvimento da Liderança da GE Healthcare

Baseado no Canadá, como gerente de excelência operacional, Mahen Hoolash ajuda indivíduos, times e organizações a realizar mudanças com sucesso e aumentar a efetividade de negócios com resultados tangíveis. Tem 20 anos de experiência em transformação de desempenho, desenvolvimento de líderes, coaching de CXOs, gestão da mudança e desenvolvimento de times na Austrália, Brasil, Emirados Árabes, Espanha, EUA, França, Itália, Polônia, Portugal, Reino Unido e Arábia Saudita. Antes de ingressar na GE, Mahen foi consultor sênior da Cap Gemini.


PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR

4ª Feira - 25 de Abril de 2018
WORKSHOPS PRÉ-SIMPÓSIO – MANHÃ

8h30 às 9h RECEPÇÃO
Credenciamento e entrega de material

9h às 12h30 WORKSHOP 1 | AYSE GURSES
Uso de Engenharia do Fator Humano para Segurança do Paciente
Saiba mais
Este workshop concentra-se no uso de fatores humanos e métodos de engenharia de sistemas para identificar e mitigar os problemas do sistema de trabalho que causam erros humanos e problemas na segurança do paciente e na qualidade da assistência. Serão discutidos e demonstrados os princípios básicos e uma amostra das ferramentas voltadas para os fatores humanos através de exercícios e exemplos práticos. Os participantes podem aprender sobre esses princípios e ferramentas e levá-los de volta às suas organizações para compartilhar as aprendizagens.
Objetivos do aprendizado:
- Descrever o papel dos fatores humanos e do design de sistemas para realizar cuidados seguros e centrados no paciente. Familiarizar-se com uma amostra de ferramentas voltadas aos fatores humanos e design de sistemas que podem ser aplicadas em uma ampla gama de configurações de cuidados de saúde;
- Discutir o campo da engenharia de fatores humanos e seus detalhes;
Explorar como as organizações de alta confiabilidade fora da área da saúde alavancaram a engenharia de fatores humanos para promover resultados;
- Aprender a gerenciar de forma mais eficaz a segurança do paciente, a implementação de tecnologia, e as iniciativas de mudança relacionadas ao comportamento dos profissionais usando uma abordagem de sistemas;
- Descrever análises retrospectivas (por exemplo, análise de causa raiz) e prospectivas (por exemplo, FMEA) para o gerenciamento de segurança na área da saúde;
- Identificar as interações do ser humano e do sistema que afetam a segurança;
- Descrever os princípios básicos de concepção e avaliação de usabilidade que podem ser usados em decisões de compra e implementação de tecnologia.

9h às 12h30 WORKSHOP 2 | MAHEN HOOLASH
O Poder do Engajamento
Saiba mais
Como engajar colaboradores, pacientes e familiares para transformar o desempenho da operação de forma extraordinária e sustentável.
Objetivos do aprendizado:
- A importância do engajamento;
- Os principais direcionadores globais de engajamento na saúde;
- Exercícios práticos de como engajar colaboradores, pacientes e familiares para transformar o desempenho da operação.

WORKSHOPS PRÉ-SIMPÓSIO – TARDE
14h às 14h30 RECEPÇÃO
Credenciamento e entrega de material

14h30 às 18h WORKSHOP 3 | JAN COMPTON
A importância de uma cultura de segurança do paciente
Saiba mais
Jan Compton, do Baylor Scott & White Health, o maior sistema de saúde sem fins lucrativos do Texas, apresentará durante este workshop a importância em ter uma cultura de segurança do paciente e como alcançar este objetivo em sua instituição.
Objetivos do aprendizado:
- Descrever o papel e o impacto da liderança nesta implementação;
- Entender a importância da construção de uma cultura justa e consistente para a assistência ao paciente;
- Discutir casos reais a partir de uma proposta interativa relacionada à segurança do paciente.

14h30 às 18h WORKSHOP 4 | MAHEN HOOLASH
O Poder do Engajamento
Saiba mais
Como engajar colaboradores, pacientes e familiares para transformar o desempenho da operação de forma extraordinária e sustentável.
Objetivos do aprendizado:
- A importância do engajamento;
- Os principais direcionadores globais de engajamento na saúde;
- Exercícios práticos de como engajar colaboradores, pacientes e familiares para transformar o desempenho da operação.

5ª Feira - 26 de Abril de 2018
8h30 às 9h RECEPÇÃO 
Credenciamento e entrega de material

9h às 9h30 CERIMÔNIA DE ABERTURA

9h30 às 10h40 PALESTRA INTERNACIONAL | CHARLES VINCENT
Segurança do paciente além dos muros dos hospitais: a assistência domiciliar
Saiba mais
Como resultado de uma vasta melhoria no sistema de saúde nas últimas décadas, houve um aumento na sobrevida de pacientes que apresentam necessidades mais complexas. Adultos e crianças em condições clínicas crônicas estão, agora, sendo cuidados por seus parentes e cuidadores em suas próprias casas. Essas pessoas, hoje, realizam diversas atividades de cuidado, como a mensuração de sinais vitais, cuidados com feridas ou mesmo cuidados mais complexos como alimentação artificial e ventilação mecânica.
Os benefícios do cuidado em casa são conhecidos, mas os riscos precisam ser explorados. A segurança do paciente nesse contexto raramente é explorada, pois estivemos muito preocupados com o cuidado intra-hospitalar. Precisamos entender que, em um futuro próximo, o cuidado domiciliar será um dos principais, se não o mais importante cenário da assistência à saúde.

10h40 às 11h10 INTERVALO
Coffee Break e networking

11h10 às 12h20 PALESTRA INTERNACIONAL | JAN COMPTON
O papel da mensuração e produção de relatórios em segurança do paciente.
Saiba mais
Durante essa palestra, será apresentada a importância da mensuração e dos relatórios para segurança do paciente.
O conceito de fator humano em sistema de saúde para melhoria da segurança do paciente também será abordado e quais são os métodos utilizados pela Baylor Scott & White Health na mensuração e no reporte de eventos no contexto da segurança do paciente fazem parte desta aula.
12h20 às 14h10 INTERVALO
Almoço

14h10 às 15h10 CASES DE TECNOLOGIA E QUALIDADE NA ASSISTÊNCIA
1) GE HEALTHCARE PARA A AMÉRICA LATINA |
LUIS PAULO SOUZA
O Centro de Comando como Diferenciação na Experiência e Segurança do Paciente
Saiba mais
- Principais desafios da gestão hospitalar;
- Jornada de transformação hospitalar para o sucesso do centro de comando;
- Funcionamento do centro de comando;
- Impacto do centro de comando na experiência e segurança do paciente;Cases de sucesso já implementados (Humber River, John Hopkins e OHSU).
2) EPIMED SOLUTIONS
Saiba mais
Informações adicionais em definição.

15h10 às 16h SESSÃO INTERATIVA | ANTIMICROBIAL STEWARDSHIP
Speakers: Mark Gilchrist e Sylvia Lemos Hinrichsen

16h às 16h30 INTERVALO
Coffee Break e networking

16h30 às 17h40 PALESTRA INTERNACIONAL | AYSE GURSES
Como melhorara qualidade e a segurança nas transições do cuidado através da abordagem da engenharia do fator humano
Saiba mais 
O aumento da tecnologia em saúde combinado com a limitação de recursos tem aumentado o número de transições no cuidado, levando à fragmentação na assistência. Essas transições podem causar riscos significativos à segurança do paciente, assim como resultados clínicos e financeiros insatisfatórios se não forem gerenciadas efetivamente. Isso ocorre porque informações importantes podem ser comunicadas erroneamente ou simplesmente omitidas.
As transições do cuidado podem ser analisadas como fonte de falhas, mas também como oportunidades para rever os erros. Apesar de sua importância, apenas um pequeno número de estudos é feito neste campo, e a maioria das intervenções reportadas na literatura foiimplementada sem considerar a ciência da segurança ou os princípios e métodos da engenharia do fator humano.
Nesta palestra, serão apresentados exemplos de como o JohnsHopkins Armstrong Institute identifica sistematicamente os riscos nas transições do cuidado e como as intervenções para eliminar ou mitigar seus efeitos são desenvolvidas por meio da utilização de métodos da engenharia do fator humano.
6ª Feira - 27 de Abril de 2018
9h às 9h30 RECEPÇÃO

9h30 às 10h40 PALESTRA INTERNACIONAL | AYSE GURSES
Como praticar medicina baseada em evidência de forma mais consistente através da abordagem da engenharia do fator humano
Saiba mais
Muitas pessoas recebem um cuidado inadequado que, frequentemente, resulta em danos que seriam evitáveis. Apenas 50% dos pacientes recebem cuidados baseados em evidências, e esta estatística não apresentou melhorias nos últimos 15 anos. Uma adesão consistente às evidências científicas pode melhorar significativamente a qualidade e a segurança na assistência. Contudo, o uso clínico dessas evidências ainda é insatisfatório.
Nesta palestra, serão descritos os fatores que afetam o uso consistente de práticas baseadas em evidências usando uma abordagem interdisciplinar. Será dado enfoque na adesão a nas diretrizes para reduzir taxas de infecção, mas os dados podem ser generalizados para diversas outras áreas de atuação. 
Serão apresentados exemplos do Johns Hopkins Armstrong Institute para melhorar a adesão às práticas baseadas em evidências em âmbito local, nacional e internacional, bem como projetos de melhoria da qualidade que tiveram sucesso em melhorar o uso de práticas baseadas em evidências. 

10h40 às 11h10 INTERVALO
Coffee Break e networking

11h10 às 12h20 PALESTRA INTERNACIONAL | JAN COMPTON
Métodos para a promoção de um cuidado seguro
Saiba mais
Nesta palestra, serão apresentados exemplos da vida real, métodos práticos e ferramentas para a melhoria da segurança do paciente.
Componentes chaves para a melhoria da segurança do paciente que incluem: esforços estratégicos, melhoria dos processos e tecnologia fazem parte da abordagem de Jan Compton.
A enfermeira irá discutir a segurança do paciente sob a perspectiva do mundo real, partindo dos resultados da Baylor Scott & White Health como exemplo e relacionando o trabalho com a redução das infecções relacionadasà assistência à saúde.
12h20 às 14h10 INTERVALO
Almoço

14h10 às 15h10 APRENDIZADOS INSTITUCIONAIS
1) Em definição
2) Em definição 

15h10 às 16h DEBATE | QUAIS OS LIMITES DA MELHORIA?
Speakers: Charles Vincent e Ayse Gurses

16h às 16h30 INTERVALO
Coffee Break e networking

16h30 às 17h40 PALESTRA INTERNACIONAL | CHARLES VINCENT
Errar é Humano: como devemos medir e monitorar a segurança do paciente nas organizações
Saiba mais
A mensuração e o monitoramento da segurança continuam sendo uma prioridade em todo o sistema de saúde. Pacientes, profissionais de saúde e administradores querem se assegurar de que as organizações de saúde sejam seguras. Entretanto, não há um consenso sobre o que pensamos quando nos perguntamos se nossa instituição é segura ou se esta segurança é efetivamente alcançada na prática.
O “MMS - MeasurementMonitoringofSafety” (mensuração e monitoramento da segurança) tem sido utilizado em muitos programas no Reino Unido, na Escócia e no Canadá, com potencial de embasar métodos organizacionais de monitoramento de segurança mais abrangentes. No entanto, sua utilização requer líderes comprometidos que entendam tais conceitos e sejam capazes de colocá-los em prática. 
A estrutura do MMS é baseada em teorias, literatura e práticas provenientes da área da saúde e de outras indústrias, sendo composto de cinco principais divisões de segurança que podem capacitar uma organização para avaliar se o cuidado é seguro. As descobertas destes programas serão apresentadas e discutidas nessa palestra. 








EDIÇÕES ANTERIORES
2017
II Simpósio Internacional de  Qualidade e Segurança do Paciente
Realizado pelo IBSP em parceria com a ONA, reuniu grandes nomes internacionais e nacionais da segurança do paciente

2016
I Simpósio Internacional de Qualidade e Segurança do Paciente
Realizado em São Paulo, discutiu os rumos da segurança do paciente com insights do modelo de medicina hospitalar norte-americano
https://youtu.be/unSSly88pzA

Sobre o produtor

Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente

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Rua Doutor Plínio Barreto, 285, Bela Vista
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