Este curso é para graduandos, pós-graduandos, pós-doutorandos, pesquisadores, professores e profissionais da área de planejamento e gestão ambiental, social e urbana, que queiram aprender como aplicar o mapeamento participativo em seus projetos, com o objetivo de aprofundar o conhecimento territorial, engajar atores sociais e, assim, trazer melhorias e impactos, inclusive em políticas públicas para as comunidades, bairros, cidades e o meio ambiente da área do projeto.
O mapeamento participativo é um poderoso método de engajamento e participação social, que pode ter um grande impacto nos projetos e nos seus desdobramentos. O curso acontecerá nos dias 10, 17 e 24 de março, das 19:00 às 21:30, online, pela plataforma Zoom.
O que é o mapeamento participativo?
É o processo de construção de mapas com os cidadãos, mapas que contêm suas histórias, dificuldades, necessidades e até mesmo seus sonhos e planos para um futuro próximo. Estes mapas contêm informações únicas e podem ser desenvolvidos com diversas ferramentas, desde papel e lápis até softwares inovadores. O mapeamento participativo tem a missão de tornar visível o conhecimento, a cultura e a história de um local, e assim, trazer melhorias para a qualidade de vida, soluções e estratégias para resolver problemas sociais e ambientais, melhorar os espaços públicos, conhecer a fundo o território e suas particularidades, para que as políticas públicas urbanas possam ser integradas com essas informações.
O que você vai aprender neste curso:
- Conceitos básicos do método de mapeamento participativo;
- Ferramentas principais utilizadas para o engajamento comunitário;
- Softwares de geoprocessamento (noção básica do QuantumGIS) e plataformas online de mapeamento participativo (MyMaps);
- Como iniciar o processo de mapeamento e quais dados coletar;
- Como iniciar a construção do seu banco de dados e como inserir nele os seus dados participativos;
- O que fazer após o mapeamento participativo, produtos que podem ser gerados e impacto, como contar a história dos cidadãos;
- Roteiro passo a passo para a aplicação do mapeamento participativo, para finalizar o curso com o seu projeto individual prontinho para ser iniciado.
No meu dia a dia, diversos alunos e colegas de trabalho mostram a necessidade de aprender o mapeamento participativo ou mapeamento comunitário e como este método é uma parte importante dos seus projetos. Assim, este curso oferece uma oportunidade de aprender uma habilidade que faz muita diferença para o seu trabalho ou a sua pesquisa.
*** As inscrições são solidárias, ou seja, você pode trazer um convidado para participar do curso gratuitamente.
*** Com certificado
*** As aulas serão gravadas e disponibilizadas por até 60 dias após o término do curso.
*** Grupo de Whatsapp para tirar dúvidas e suporte
Carolina Carvalho fez pós-doutorado em saúde ambiental pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), e é Doutora em Planejamento Ambiental pela COPPE-Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É Mestra em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e graduada em Geologia pela Unesp. Durante seu doutorado em planejamento ambiental, em uma estadia de pesquisa no Royal Institute of Technology (KTH), em Estocolmo, na Suécia, conheceu os chamados bairros ecológicos e percebeu como é importante que o local onde se vive seja saudável e sustentável, bem como a necessária integração entre cidadãos e gestores para que isso aconteça. Desde então, passou a disseminar conteúdo sobre cidades que adotam boas práticas de sustentabilidade. Quando iniciou o pós-doutorado, trabalhou com conceitos e ferramentas de participação social, e unindo tudo isso à sua formação em sensoriamento remoto e geoprocessamento, passou a trabalhar com mapeamento participativo e Sistemas de Informação Geográfica Participativo aplicado à estudos urbanos. Após um período de pesquisa na Aalto University, Espoo, Finlândia, foi cada vez mais ampliando o conhecimento no tema de mapeamento participativo e nas ferramentas, inclusive tecnológicas, e foi observando a cada projeto, evento, palestra, e curso, como os cidadãos realmente se importam com o local onde vivem, como gostariam de participar mais e criar seus bairros, suas cidades. Também ficou evidente como as cidades estão doentes, poluídas, insalubres, injustas. E, com a pandemia em curso, a necessidade de cidades mais saudáveis, justas e inclusivas veio à tona com força total, mostrando que o modelo urbano atual já não é viável. E as pessoas têm um papel fundamental no planejamento e na reconstrução de cidades.
Carolina é idealizadora de Comunidades Vivas - Mapeamento Participativo, que tem a missão de dar voz aos cidadãos para promover as tão necessárias cidades resilientes, humanas, acolhedoras, que valorizem a saúde e o bem-estar, através da co-criação de planos, alternativas, estratégias e soluções utilizando como método o mapeamento participativo (www.comunidadesvivas.com.br). Atualmente e pos-doutoranda e pesquisadora visitante na University of Victoria, Canada; e diretora da cidade de Sao Paulo, da rede internacional Feminist Design - FEM.DES. (https://genderedcity.org/).