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DEMOCRACIA E REDES SOCIAIS


Começa: Terça, 29 de julho de 2014, 08h45
Termina: Quarta, 30 de julho de 2014, 22h
São Paulo, SP
Compartilhe: Por e-mail Pelo Facebook

Ingressos

Tipo de ingressoVendas terminamPreçoTaxaQuantidade
Ingresso Único15/06/2014R$ 182,00R$ 18,20Encerrado
Ingresso Prorrogado30/07/2014R$ 182,00R$ 18,20Encerrado

Descrição do evento

ATENÇÃO! O PRAZO DE INSCRIÇÃO FOI PRORROGADO! 

1 - O PROGRAMA COMEÇOU NO DIA 16 DE JUNHO DE 2014.

2 - MAS COMO É UM PROGRAMA A DISTÂNCIA, QUE PODE SER FEITO DE MODO ASSÍNCRONO, AS INSCRIÇÕES FORAM PRORROGADAS ATÉ 30 DE JULHO (DATA LIMITE EM QUE UMA PESSOA CONSEGUE FAZER TODO O CURSO).

3 - QUANTO MAIS CEDO UMA PESSOA SE INSCREVER, MAIS FÁCIL ACOMPANHAR O CURSO. FAÇA LOGO SUA INSCRIÇÃO!

Observação importante: o sistema deste site vincula automaticamente o início do curso à data de término da inscrição. Neste caso, isso não vale. O curso começa no dia 16 de junho de 2014 e termina no dia 22 de setembro de 2014. Mas as inscrições vão permanecer abertas até 30 DE JULHO DE 2014.

PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO DEPOIS DE 16 DE JUNHO DE 2014, ESCOLHA A OPÇÃO INGRESSO PRORROGADO, MARQUE A QUANTIDADE DESEJADA DE INGRESSOS E CLIQUE EM CONTINUAR.


COMO O PROGRAMA VAI FUNCIONAR

Serão 15 semanas, de 16 de junho a 22 de setembro de 2014.

O curso é composto por indicações de leituras de textos, de testes e de filmes e vídeos (já existentes e inéditos). Haverá um texto semanal e um vídeo semanal inéditos, confeccionados exclusivamente para o curso.

Serão 15 textos, 15 testes e 15 vídeos inéditos: um para cada módulo. Todo módulo começa na segunda-feira e termina no domingo.

ATENÇÃO! ESTA ATIVIDADE NÃO É OBRIGATÓRIA, MAS... Toda quinta-feira a noite (das 20h00 às 22h00) haverá uma sessão interativa síncrona por vídeo (sistema rotativo) e chat com os netweavers envolvidos no programa (Augusto de Franco e seus amigos) e os inscritos.

Estima-se 5 horas de dedicação semanal para ler os textos, fazer os testes e assistir os vídeos. O tempo de interação entre os participantes (no grupo do Facebook e nas sessões interativas síncronas) não está computado nessa estimativa.

Os inscritos farão parte de um grupo secreto no Facebook, onde terão acesso aos textos, aos testes e aos vídeos.

As respostas dos testes serão encaminhadas por inbox (do Face) para não prejudicar quem perder os prazos ou quem quiser fazer tudo de uma vez (por exemplo, numa imersão de 10 dias, 8 horas por dia) desde que dentro do prazo.

 

COMO FAZER INSCRIÇÃO NO PROGRAMA

O preço é 200,00 (aproximadamente: há centavos em virtude da taxa de administração do sistema Sympla de inscrições).

Quando o pagamento estiver confirmado a pessoa inscrita é incluída no grupo secreto DEMOCRACIA E REDES SOCIAIS

As inscrições serão abertas em 12 de maio de 2014 e devem ser feitas, preferencialmente, até 15 de junho de 2014, para o inscrito poder acompanhar a interação do grupo. Elas permanecerão abertas (até o final de agosto, mas ninguém poderá entrar no grupo após 31 de agosto de 2014, pois não haverá tempo hábil para realizar as tarefas). De qualquer modo, recomenda-se acompanhar a turma e interagir (sem o que o inscrito perderá a dimensão de alterdidatismo do programa). Então, para otimizar os efeitos práticos, o prazo de inscrição (desejável) termina em 15 de junho de 2014.

 

PROGRAMA

MÓDULO 1 - AS INVENÇÕES DA DEMOCRACIA | O que é democracia? Qual o sentido da primeira invenção da democracia pelos atenienses? Em que medida esse sentido se manteve quando os europeus modernos reinventaram a democracia? A segunda invenção da democracia (pelos modernos) continua adequada na transição atual para uma sociedade-em-rede? 

MÓDULO 2 - UMA ABORDAGEM SOCIAL DA DEMOCRACIA | Por que e como foi inventada a democracia: há uma explicação propriamente social para a questão? Qual seria uma abordagem da democracia compatível com mundos de alta interatividade (como os que, em certa medida, já estamos vivendo)? 

MÓDULO 3 - A FENOMENOLOGIA DA INTERAÇÃO EM MUNDOS ALTAMENTE CONECTADOS | O que é sociedade-em-rede e o que são redes sociais? Qual a nova fenomenologia da interação que já está se manifestando na sociedade-em-rede?

MÓDULO 4 - O QUE É APRENDER DEMOCRACIA | Por que é necessária uma alfabetização democrática? É possível ensinar democracia? O que é aprender democracia?

MÓDULO 5 - POLÍTICA, VERDADE, CIÊNCIA E OPINIÃO | Existe uma verdade política? A política é uma ciência? Quais as diferenças entre episteme, techné e doxa? Os seres humanos são capazes de se autoconduzir a partir de suas livres opiniões?

MÓDULO 6 - POLÍTICA, GUERRA E PAZ | A política é uma continuação da guerra por outros meios? A política democrática é uma “arte da guerra” ou uma “arte da paz”? A democracia é uma questão de ‘modo’ ou uma questão de ‘lado’?

MÓDULO 7 - LIBERDADE E IGUALDADE | O sentido da política democrática é a liberdade ou a igualdade? “Não adianta ter democracia se o povo passa fome”: essa afirmação é democrática ou antidemocrática?

MÓDULO 8 - DEMOCRACIA COMO REGIME DA MAIORIA OU DAS MÚLTIPLAS MINORIAS | A democracia é o regime da maioria? Quem tem maioria sempre tem legitimidade? Opinião pública é a soma das opiniões privadas da maioria da população? 

MÓDULO 9 - FALHAS GENÉTICAS DA DEMOCRACIA | A democracia tem proteção eficaz contra o discurso inverídico? A democracia tem proteção eficaz contra o uso da democracia contra a democracia? Quais os problemas da democracia representativa ser confundida pelos seus atores (para todos os efeitos práticos) com sistema eleitoral? A democracia representativa, ao virar um modo político de administração de uma estrutura desenhada para a guerra (o Estado-nação) adotou uma dinâmica adversarial (dita competitiva): em que medida isso dificulta a constituição de um sentido público? 

MÓDULO 10 - PRINCIPIOS DEMOCRÁTICOS | A democracia representativa tem regras? Quais são essas regras e em que princípios elas se baseiam?

MÓDULO 11 - A POLÍTICA COMO UTOPIA DA DEMOCRACIA | É possível democratizar a sociedade sem democratizar a política? A democracia é uma utopia da política (ou é o contrário)? 

MÓDULO 12 - A DEMOCRATIZAÇÃO OU RADICALIZAÇÃO DA DEMOCRACIA | É possível democratizar a democracia? Os problemas da democracia representativa podem ser solucionados nos marcos da própria democracia representativa? Esses problemas podem ser solucionados com a abolição da democracia representativa? É possível reinventar a democracia? É desejável fazer isso?

MÓDULO 13 -  NOVAS CARACTERÍSTICAS DA DEMOCRACIA NA SOCIEDADE-EM-REDE | Quais as principais características que novas experiências de democracia deveriam ter para ser mais compatíveis com a sociedade-em-rede? Democracia distribuída ou descentralizada? Democracia interativa ou participativa (e adesiva)? Democracia direta ou indireta? Democracia com ou sem revocabilidade? Democracia com lógica da abundância ou da escassez? Democracia de multidões ou comunidades (ou ambos)? Democracia cooperativa ou competitiva? Democracias globais, locais ou glocais? Uma nova fórmula ou muitas fórmulas de democracia? Democracia em países (Estado-nações) ou ilhas democráticas na rede? 

MÓDULO 14 - LEITURAS FUNDAMENTAIS SOBRE DEMOCRACIA | A primeira invenção da democracia: o que ler? A segunda invenção da democracia: o que ler? 

MÓDULO 15 - A TERCEIRA INVENÇÃO DA DEMOCRACIA | As novas democracias na sociedade-em-rede: o que inventar?

 

BIBLIOGRAFIA CLÁSSICA (ATÉ O FINAL DO SÉCULO 20)

Sobre a democracia dos gregos

A maior parte da literatura da época antiga disponível, ou é contrária à democracia (Platão), ou não é grande entusiasta do regime de Péricles (Aristóteles). Essas duas abordagens, infelizmente, sulcaram o caminho por onde escorreram quase todas as versões posteriores, que raramente deram conta de captar o meme democrático original.

Na ausência de qualquer texto autoral de Péricles, é necessário estudar a sua vida. As fontes são pouquíssimas: “A guerra dos peloponesos” de Tucídides, a “Vida de Péricles” (nas “Vidas paralelas”) de Plutarco, além, é claro de “A constituição de Atenas” de Aristóteles (ou a ele atribuída). Dos antigos, temos ainda apenas algumas referências feitas pelos poetas cômicos, “A República dos atenienses” (atribuída a Xenofonte ou a um suposto “Velho Oligarca”) – que não faz referência a Péricles, mas contradiz o relato de Tucidides na célebre “Oração Fúnebre” que teria sido pronunciada por Péricles ao final do primeiro ano da Guerra do Peloponeso – e as “Memoráveis” (sobre os ditos e feitos memoráveis de Sócrates) de Xenofonte.

De qualquer modo não se pode deixar de ler:

422 Eurípedes: “As Suplicantes”

420? Tucídides: “História da Guerra dos Peloponesos e Atenienses”

400-347 [entre] Platão: “A República”

400-347 [entre] Platão: “O Político”

400-347 [entre] Platão: “As Leis”

350-322 [entre] Aristóteles: “A Política”

322? Aristóteles (atribuída): “A Constituição de Atenas”

 

As bases teóricas da reinvenção da democracia pelos modernos

Depois de longo interregno, Althusius, Spinoza e Rousseau lançaram os fundamentos para a reinvenção da democracia pelos modernos: a  ideia de política como vida simbiótica da comunidade, a  ideia de liberdade como sentido da política e a  ideia de democracia como regime político capaz de materializar o ideal de liberdade como autonomia. Não se pode, portanto, deixar de ler:

1603 Althusius: “Política”

1670 Spinoza: “Tratado Teológico-Político”

1677 Spinoza: “Tratado Político”

1754 Rousseau: “Discurso sobre a origem da desigualdade dos homens”

1762 Rousseau: “O contrato social”

 

A experimentação moderna de um pensamento realmente democrático

Sob forte influência de certo pensamento inovador francês, as ideias democráticas germinaram e se materializaram, todavia, na América. Sobre essa experimentação não se pode deixar de ler:

1776 Thomas Jefferson et allia: “Declaração de Independência dos Estados Unidos da América”

1787-1788 “Publios” (Alexander Hamilton, John Jay e James Madison): “O Federalista” (em especial Madison (1987) em um comentário sobre a Constituição dos Estados Unidos)

1789 “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão”

1791 Thomas Paine: “Direitos do Homem”

1835 Tocqueville: “A Democracia na América”

1849 Thoreau: “Desobediência Civil”

1856 Tocqueville: “O Antigo Regime e a Revolução”

1859 Stuart Mill: “Sobre a Liberdade”

1861 Stuart Mill: “Sobre o Governo Representativo”

 

Dois esforços bem-sucedidos de identificação de aspectos do genos (ou do meme original) democrático

John Dewey e Hannah Arendt conseguiram identificar o que havia de original na  ideia de democracia: a democracia como modo-de-vida comunitária, essencialmente cooperativo, local, na base da sociedade o no cotidiano do cidadão e a democracia como sentido da política (ou como a política propriamente dita). Cabe ler suas principais obras sobre o tema; pelo menos:

1927 Dewey: “O Público e seus problemas”

1929 Dewey: “Velho e novo individualismo”

1935 Dewey: “Liberalismo e ação social”

1937 Dewey: “A democracia é radical”

1939 Dewey: “Democracia criativa: a tarefa que temos pela frente”

1950 (c.) Hannah Arendt: “O que é a política?”

1951 Hannah Arendt: “As origens do totalitarismo”

1954 Hannah Arendt: “Que é liberdade”

1958 Hannah Arendt: “A condição humana”

1963 Hannah Arendt: “Sobre a revolução”

 

Interpretações e visões democráticas modernas

Restaram-nos as interpretações modernas, que repõem, em parte, o sentido original da democracia, como, entre outras, a de Claude Lefort e a de Cornelius Castoriadis, ou que reinventaram tal sentido, como a de Humberto Maturana. Cabe ler, um pouco mais do que isso:

1981 Claude Lefort: “A invenção democrática: os limites da dominação totalitária”

1986 Cornelius Castoriadis: “Sobre ‘O Político’ de Platão” (edição póstuma (1999) de seminários realizados em 1986)

1988 Humberto Maturana: “Linguagem, emoções e ética no fazer político”

1993 Humberto Maturana: “A democracia é uma obra de arte”

1993 Humberto Maturana (com Gerda Verden-Zöller) (1993): “Amar e brincar: fundamentos esquecidos do humano – do patriarcado à democracia”

1993 John Rawls: “O liberalismo político”

1993 Robert Putnam: “Para que a democracia funcione” (Comunidade e Democracia: a experiência da Itália moderna)

1994 Pierre Levy: “A inteligência coletiva”

1998 I. F. Stone: “O julgamento de Sócrates”

1999 Amartya Sen: “Democracia como um valor universal”

1999 Amartya Sen: “Desenvolvimento como liberdade”


A leitura dos textos acima não é exigida nem antes e nem durante o programa, mas eles constituem as referências básicas para uma compreensão abrangente do pensamento democrático. Por isso, eles serão mencionados frequentemente no decorrer do curso. E vivamente recomendados para um programa autodidático de capacitação democrática que será sugerido como continuidade do curso.

 

BIBLIOGRAFIA DO PROGRAMA

Só os inscritos receberão os textos e os vídeos inéditos (confeccionados especialmente para o programa).

Local

LABE=R

Rua dos Cariris 388
Pinheiros
São Paulo, SP

Organizador

LABE=R

Laboratório da Escola-de-Redes