App Sympla
Baixe agora

Curso Arte, ação e pensamento anticoloniais

O evento já encerrou...

Ver evento
Evento encerrado

Curso Arte, ação e pensamento anticoloniais

Museu de Arte do Rio - Rio de Janeiro, RJ
17 de setembro de 2019, 17h - 21 de setembro de 2019, 20h

Inscrição

Pré-inscrição 
Grátis
Inscrições até 02/09/2019
Encerrado

Descrição do evento

Curso Arte, ação e pensamento anticoloniais

17 a 21 de setembro de 2019

17h às 20h - auditório

80 vagas


Inscrições - 19 de agosto a 2 de setembro - ou até atingir 350 inscritos


Cronograma de seleção

Inscrições- 20 de agosto a 2 de setembro

Seleção - 3 a 5 de setembro

Divulgação do resultado - 6 de setembro no site do MAR


Apresentação


O Brasil é um país diverso na sua configuração estrutural, seja em termos raciais, de classe ou de gênero, e portanto, trabalhar a questão da diversidade no escopo de atividades de um museu significa dar protagonismo a pessoas e narrativas silenciadas historicamente e avançar no sentido da democracia cultural. Nesse sentido, o curso Arte, ação, e pensamento anticoloniais visa promover o debate aprofundado acerca da perspectiva anticolonial no campo da cultura, das ciências sociais e da historiografia da arte a partir de conferências, mesas, peças teatrais, interlúdios poéticos e do estudo da obra de escritoras, artistas e poetas negras. Com a reunião dessas pesquisadoras e suas proposições, o curso visa ainda estabelecer um espaço de experimentação em torno das múltiplas formas de aprender, gerar e partilhar conhecimento coletivamente tendo a arte como principal ferramenta.


O curso Arte, ação, e pensamento anticoloniais marca o encerramento da exposição Rosana Paulino: a costura da memória, realizada pelo MAR em parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo, na medida em que foi desenhado a partir das questões discutidas pelo trabalho da artista. Busca ainda dar continuidade às ações envolvidas na parceria com a FLUP - Feira Literária das Periferias, que deu origem à diversos processos de formação e ao seminário FLIP FLUP - Arte, ação, e pensamento anticolonial. Contou com a colaboração das pesquisadoras Mariah Rafaela Silva e Ana Carolina Assis, que organizaram mesas a partir de suas pesquisas acadêmicas. 



Programação das aulas


17 de setembro, terça feira, 17h às 20h 

Por uma praxis anticolonial

Com Claudia Miranda

O que seria assumirmos descaminhos de intervenções e práxis anticoloniais, tendo como horizonte, as lutas dos movimentos sociais e as agendas antirracistas?

Como a Diáspora Africana e os povos originários (sobretudo na A. Latina), são exemplos e desenvolvem tecnologias de resistência? A perspectiva decolonial exige percursos coletivos para  novas aprendizagens localizadas no âmbito da dinâmicas dos movimentos sociais e persegue práxis anticoloniais. No chamado, Terceiro Mundo, os processos comunitários, valorizados por observadores/as como Lélia González (Brasil), Vandana Shiva (Índia), Nelson Mandela (África do Sul), Amílcar Cabral (Guiné-Bissau e Cabo Verde), Orlando Fals Borda (Colômbia), Paulo Freire (Brasil), Sueli Carneiro (Brasil), Aníbal Quijano (Peru), Silvia Rivera Cusicanqui (Bolívia) são, também, os mesmos que nos influenciam a rever o escopo político-epistemológico, legitimado socialmente. Nesse sentido, podemos interpretar a decolonialidade como uma recomposição latino-americana, um exercício que depende da compreensão dos percursos de lutas coletivas, sobretudo, de segmentos historicamente desautorizados e consequentemente,  invisibilizados. Como campo político e de disputa de sentidos, visa romper com os cânones que interrompem a existência dos povos originários e dos populações negras, na Diáspora Africana. 



18 de setembro,quarta feira, 17h às 20h

Como escutar o Falatório?Poesia e performatividade em Stela do Patrocínio

Natália Grilo

Silvia Barros

Ana Carolina Assis (organização, mediação e debate)


A massa textual de Stela do Patrocínio, seu “falatório”nos coloca um problema: como escutar? Existe o livro “Reino dos bichos e dos animais é o meu nome” (Organização Viviane Mosé, Azougue, 2009), que traz as falas de Stela cortadas em versos e apresentadas como poemas. Para pesquisadorxs, artistas, professorxs, pessoas que leem, pensam e escrevem sobre Stela, é preciso pensar como ler, escrever e fazer circular essa voz. A presença dx outrx em Stela é evidente, seja pela escuta de vozes por causa de sua condição esquizofrênica, seja pela relação com quem estavam à sua volta no espaço de internação, dentre outros atravessamentos. Nessa aula conversaremos sobre quem é a Stela, como temos acesso a seu trabalho hoje e o que é possível fazer para que sua voz circule. 


19 de setembro, quinta feira, 17h às 20h

Presença do negro nas artes visuais no ocidente: o caso brasileiro

Com Rosana Paulino

O encontro tem como função discutir, de forma breve, as representações da população negra na arte do ocidente e como estas personificações ajudaram a construir um imaginário coletivo para este grupo contribuindo, desta forma, para a instalação do racismo ou para, em alguns momentos, tornar menos ameaçadora a visão do “diferente” visando sua acomodação à sociedade. Será dada ênfase ao desenvolvimento desta questão no Brasil. Pretende-se ainda discutir como esse imaginário sobre a população negra foi também forjado com a ajuda das artes visuais e como isto reflete, até os dias de hoje, no senso comum construído sobre negros e negras no Brasil. 


20 de setembro, sexta feira, 17h às 20h

Estamira: corpos que pesam, vidas que importam

Com Valéria Lima, Fátima Lima, Maria Elvira Diaz-Benitez, Thainá de Paula , Mariah Rafaela Silva (organização e mediação) e Ludmila Lis (prelúdio e póslúdio poético)


A partir do pensamento de Estamira, personagem do documentário de Marcos Prado (2006) que leva seu nome, esta aula reunirá mulheres negras de saberes diversos para discutir, tendo em vista as opressões vividas pelos corpos periféricos, estratégias de enfrentamento às demandas atuais em raça, gênero, sexualidade e território, visando a construção de políticas de diminuição das assimetrias sociais em aspectos como, por exemplo, saúde, cultura, segurança, trabalho e direito à moradia e à sexualidade.


21 de setembro, sábado, 17h às 20h

Apresentação do monólogo “Eu, amarelo: Maria Carolina de Jesus”.

Com Cyda Moreno

Seguido de debate com a atriz e o dramaturgo Elissandro de Aquino. 


o monólogo apresenta um retrato contundente da ex catadora de papel que se transformou na maior escritora negra do país do século XX:  Carolina Maria de Jesus devotava a sua vida a um propósito: seu amor à literatura que a fez tirar do lixo as palavras, e das palavras,  uma forma de combater as desigualdades do mundo. O livro “Quarto de Despejo” serviu de base para a adaptação teatral e evidencia as inquietudes  sociais e as experiências emocionais de quem vive na falta, também aponta a trajetória ímpar da escritora que deixou mais de 4.500 páginas em seus manuscritos. Ainda a espera de publicação.  O texto, com dramaturgia de Elissandro de Aquino, apresenta fragmentos do amplo legado de Carolina através de Quarto de Despejo, Diário de Bitita, Casa de Alvenaria, pesquisa biográfica e provérbios.  Dramaturgia: Elissandro de Aquino. Direção: Isaac Bernat


Sobre o produtor

Escola do Olhar

A integração entre arte, história e educação é o horizonte do Museu de Arte do Rio, que, no trânsito propiciado por essa horizontalidade, concebe, potencializa e mantém públicas todas as suas ações. Para a instituição, é preciso continuamente atravessar a educação para se chegar à arte – é nesse sentido que, simbólica e fisicamente, a circulação do museu inicia-se pela Escola do Olhar.

Local

Museu de Arte do Rio
Praça Mauá, 5, Centro
Rio de Janeiro, RJ

Ver mapa

Login

Esqueceu sua senha? Clique aqui.

Recuperar senha

Confira seu e-mail

O endereço indicado receberá um e-mail com instruções de como criar uma nova senha.

Criar conta

Ao me cadastrar, concordo com os Termos de uso e Política de privacidade da Sympla

Confira seu e-mail

Acesse seu e-mail e clique no link de confirmação.