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Congresso - As duas faces do Amor

Instituto Primeva - Contagem, MG
14 de junho de 2019, 19h30 - 15 de junho de 2019, 16h45

Inscrição

R$ 0,00

Congresso - Duas faces do Amor
R$ 25,00
Pague em até 12x
Inscrições até 14/06/2019
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Descrição do evento

O MOVIMENTO ENGRENAGENS 2019 APRESENTA

CONGRESSO AS DUAS FACES DO AMOR

Realizado em parceira com grupos de atual singular na região metropolitana, e com um tema bem voltado a atualidade. Discorreremos sobre o amor e suas compreensões. Isso dentro de nossa organização que contará com as seguintes palestras:

14/06 19:30h - Facultativa -   O entendimento do amor divino como um dos pilares para fé no contexto universitário.

15/06 09:00h - Primeva (Preletora Igara Ribeiro) - O amor Divino e as outras formas de amor

15/07 15:00h - GECC - O amor como justificativa maior.

Esse congresso terá sua verba destinada ao tratamento da Júlia. Saiba mais sobre a sua história:

A história da Júlia começou bem, foi uma gravidez planejada, Natália  estávamos ansiosos para nossa promessa chegar bem rapidinho, durante a gravidez minha esposa teve todos os cuidados que a gestante precisa ter, pré-natal foi feito rigorosamente, todos os exames foram feitos, cuidados com o mosquito da dengue, repelente 3x ao dia e a gravidez foi tranquila.

            Mas algo aconteceu no 7º para o 8º mês de gestação. O bebê parou de se desenvolver e a massa cefálica não estava compatível com o tempo de gestação, a médica do pré-natal pediu mais uma serie de exames para descobrir porque isso estava acontecendo, os exames que nos preocupava era do tão temido Zika vírus que graças a Deus deu negativo, mas um vírus que a  Natália já tinha tido contato com ele reativou, é um vírus assintomático que não causa mal a saúde de ninguém, exceto pessoas que tem doenças que atacam o sistema imunológico das pessoas como a AIDS e o câncer, e infelizmente para gestantes que abaixam a imunidade durante a gravidez, esse vírus se chama citomegalovírus e esse vírus não ataca a mãe e sim o feto em formação.

            Até então era uma suspeita, e essa suspeita foi ficando cada vez mais evidente quando o mês foi passando e o desenvolvimento da Júlia ainda estava muito lento, quando a Natália completou 37 semanas de gestação uma noticia abalou a gente muito mais, as suspeitas sobre o vírus foram confirmadas. A pedido da obstetra, Natália foi fazer um último exame. Nesse ultrassom recebemos uma notícia que nenhum pai ou mãe deseja receber: foi constatado algumas cicatrizes no celebro do bebê, algo que os médicos chamam de calcificações, a médica do ultrassom nos deu uma sentença de que a Júlia teria necessidades especiais e viveria num hospital, não teria vida ativa, isso se não morresse no parto. O caso da dela era muito delicado. No mesmo dia do ultrassom levamos o resultado do exame para a médica obstetra que iria fazer o parto, ela nos tranquilizou dizendo que não precisávamos temer, pois o diagnóstico final ela teria que conhecer a Júlia “pessoalmente”, então ela consultou uma pediatra e decidiram fazer o parto naquele mesmo dia 29/09/2017, o parto foi tranquilo, a Júlia que poderia nascer morta, mas estava viva e chorando, mas foi confirmado a microcefalia, e que as calcificações no celebro atrapalhariam o seu desenvolvimento.

            Depois no nascimento da Júlia e a confirmação dos diagnósticos por meio do sangue e da urina. Foi ai que começou outra grande batalha, tínhamos que tratar o vírus, porque além de atacar o celebro causando problemas neurológicos ele também ataca a audição, e quando não detectado prematuramente dificulta muito o tratamento e a criança fica surda repentinamente. Mais do que depressa começamos o tratamento no Hospital Felício Rocho, iniciando com o medicamento ganciclovir, que por sinal muito forte que tem que ser manipulado por uma equipe que prepara, sendo composto de substancias utilizadas em quimioterapia. Sua aplicação era dolorosa pois deveria ser feita via intravenosa de 12 em 12 horas durante 42 dias, isso para prevenir a surdez. Nosso coração estava aflito já que por ser muito forte poderia leva-la ao óbito, como já acontecera em outros casos.

            Esses momentos no hospital foram muito difíceis, pois além do medicamento, ela teria que fazer uma pequena cirurgia para colocar um acesso numa veia central para injetar o remédio. Quando passamos pela primeira cirurgia, tudo correu bem com a duração de 15 dias, depois que desse tempo infelizmente o acesso foi perdido. Novamente ela foi para o bloco cirúrgico para repetir o procedimento, porém diferente da primeira vez, ela teve apneia e não respirando ao terminar a. Foram momentos difíceis porque ela era um bebe. E nós como pais estávamos impossibilitados e fazer qualquer coisa para ajudá-la. Nesse momento só queríamos tê-la em nossos braços, dormindo saudável e feliz, não num CTI de hospital apresentando crises convulsivas. Parecia não ter fim. Os médicos diziam que o caso dela era muito complicado porque crianças com o quadro clinico dela acostuma com os aparelhos de respiração automática e não conseguiam respirar sozinhas novamente. Posso dizer que foram 19 dias no CTI de apreensão e muita oração, pois era a única coisa que podíamos fazer por ela. Ouvindo nossas orações vimos nossa menina se recuperar e surpreender até os médicos do CTI, recebendo alta algum tempo depois e sendo direcionada a enfermaria para o termino do tratamento.

            Hoje o diagnostico dela é de microcefalia e paralisia cerebral causado pelo citomegalovírus. Sua rotina e fisioterapia de duas a três vezes por semana para o desenvolvimento motor, terapia ocupacional uma vez por semana para interação e aprendizado, consulta com fonoaudiólogo para aprender a mastigar alimentos e depois para fala, consultas periódicas com infectologistas para saber como o corpo está reagindo contra o vírus e com a neurologista para acompanhar o seu desenvolvimento da. Além disso, para controlar as crises convulsivas ela precisa tomar o “vigabatrina” 500mg, que por sinal não é nada barato, ainda mais quando administrado duas vezes ao dia. Isso sem considerarmos os equipamentos especiais que ela precisa para as necessidades comuns, que são substancialmente onerosos. Temos feito tudo o que podemos, e oferecendo todo o nosso amor e carinho. Hoje nossa menina está com 1 ano e seis meses.

            Por fim, nossa menina é um milagre. Deus nos deu essa guerreira, pois apesar de ter passado por tudo isso se mantem firme contrariando os diagnósticos negativos. Nos mostrando a perseverança em aprender coisas simples. Tudo com alegria e amor. Sei que esse não é o final de nossa caminhada e que teremos outros obstáculos a romper, mas sabemos que Deus nos proporciona tudo que precisamos. 

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Instituto Primeva
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