A História do Mundo em 7 Cervejas

Empório Alto dos Pinheiros - São Paulo, SP
10 de abril de 2017, 19h30-22h30

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Inscrição

Aula Presencial - Degustação
R$ 299,00
Inscrições até 10/04/2017
Encerrado

Descrição do evento

Chegou a Academia Super - uma parceria entre a Superinteressante, a maior revista jovem do país, e a Academia Draft!

Uma oportunidade única de assistir uma aula ao vivo sobre os grandes temas da Superinteressante com os redatores que produzem as reportagens que você adora ler!


O jornalista e sommelier Marcos Nogueira, da Cozinha Bruta, apresenta uma abordagem histórico-social-científica da cerveja ao longo dos tempos: como ela ajudou a moldar a sociedade e como os avanços científicos transformaram a bebida.

Enquanto isso, você aprenderá a diferenciar as melhores cervejas artesanais, e apreciar tudo o que elas carregam de sabor e de história.

A aula será toda acompanhada de degustação, em um dos melhores bares de São Paulo.

Nesta aula para lá de saborosa, você vai aprender por que:

• A cerveja fez surgir as primeiras cidades do mundo
• Os estilos cervejeiros são frutos de eventos históricos como a Reforma Protestante e a Revolução Industrial
• A cerveja revolucionou a medicina e aumentou a expectativa de vida
• O sucesso global da cerveja pilsen é consequência das duas Guerras Mundiais
• E muito mais!

Eis o programa da noite:

1. Antiguidade: a cerveja disputa com o pão o título de alimento acelerador do assentamento de grupos humanos para o cultivo de grãos. A fermentação, de início acidental, segue descontrolada. Colônias de fungos e bactérias indistintos agem no processo, que resulta em um caldo ácido bem diferente da cerveja que consumimos hoje em dia.

2. Idade Média: como ocorreu em todas as áreas do conhecimento, a Igreja Católica se torna a guardiã do saber cervejeiro. A produção se concentra em mosteiros de várias ordens, que se transformam em fábricas complexas com desenvolvimento de produtos e normas estrita de produção. Até hoje, muitas receitas de cervejas famosas ainda são segredos de propriedade de ordens eclesiásticas.

3. Reforma Protestante: descontentes com a hegemonia da Igreja no comércio de cerveja, muitos nobres do Sul da Alemanha contestam o poderio católico. Eles baixam uma série de decretos e leis normativas que espoliam os padres, protegem seus interesses econômicos – e, meio acidentalmente, definem a identidade da cerveja alemã. O gruit, mistura de ervas que condimentava a cerveja (vendido com exclusividade pelos clérigos), é substituído compulsoriamente pelo lúpulo. A consequência máxima desse movimento é a adoção da Reihengeistgebot, lei de pureza bávara do século 16. O Norte, convertido ao protestantismo, sedia a Liga Hanseática, cartel burguês que controlava o comércio marítimo no norte da Europa. O intercâmbio com os britânicos foi crucial para as próximas transformações da cerveja.

4. Revolução Industrial: na Inglaterra, a consequência mais imediata da industrialização foi a aparição de dezenas de tavernas nas docas de Londres, para atender ao enorme contingente de trabalhadores braçais (os porters). Ao longo do Tâmisa e cidade adentro, muitas fábricas passaram a produzir cerveja para esse público, escura e encorpada.

Os avanços tecnológicos que impulsionaram o desenvolvimento da indústria foram aplicados também à produção de cerveja. A secagem de malte com calor indireto possibilitou a criação de cervejas mais claras, as pale ales (antes disso, todo malte era seco no fogo e toda cerveja era escura). A expansão colonial da Inglaterra fez surgir o estilo India Pale Ale.

5. A Era da Ciência: no século 19, Louis Pasteur descobre a ação dos micro-organismos na fermentação. O fungo Saccharomyces cerevisiae é isolado e cultivado de acordo com as necessidades de cada produtor. A maioria das cervejas alemãs já trabalhavam com uma mutação desse fungo, que produz as cervejas lager. As novidades tecnológicas convergem para a criação de bebidas cada vez mais claras, límpidas e leves, culminando na pilsner – estilo que fez sucesso imediato em toda a Europa. A pedido de cervejarias como a cervejaria alemã Spaten e a irlandesa Guinness, o engenheiro Carl Von Linde desenvolveu um o sistema de refrigeração artificial que usamos até hoje. A refrigeração e a microbiologia mudaram o modo de vida de toda a população mundial. E transformaram radicalmente o modo de beber cerveja.

6. A cerveja global: pasteurização e refrigeração permitiram o transporte de cerveja para destinos remotos. O comércio mais intenso, as migrações e as telecomunicações fizeram com que qualquer estilo pudesse ser feito em qualquer lugar. Isso dizimou muitas cervejas tradicionais e criou um padrão mundial de consumo. Com as guerras mundiais e a consolidação dos EUA como potência mundial, cerveja passou a ser um produto para o consumo de massas, feito em enormes quantidades com ingredientes baratos (milho e arroz). No sentido contrário, o movimento craft beer marca a fundação da escola cervejeira americana, que tem como característica essencial a criatividade ilimitada.


CERVEJAS DEGUSTADAS*

Kriek Boon (Bélgica)

La Trappe Quadrupel (Holanda)

Schlenkerla Märzen (Alemanha)

Fuller's London Porter (Inglaterra)

Shepherd Neame India Pale Ale (Inglaterra)

Budwar Czechvar (República Checa)

Chope-surpresa

*A lista pode ser alterada sem aviso prévio, de acordo com a disponibilidade das cervejas


POR QUE FAZER ESSA AULA?

Ainda precisa explicar? Tá bom. Você será brindado com uma degustação informal e completa dos principais estilos cervejeiros. E você compreenderá o papel fundamental da cerveja na evolução da civilização e da cultura. Tão antiga quanto os primeiros assentamentos humanos, a cerveja moldou a sociedade e esteve presente nos principais episódios da história – da construção das pirâmides do Egito à invenção da geladeira.

E toda essa teoria virá acompanhada da prática: um copo sempre cheio de cerveja na mão, em um dos bares de cerveja mais bacanas de São Paulo.

Inscreva-se já!


PROFESSOR: MARCOS NOGUEIRA

Marcos Nogueira é jornalista desde 1990. Na Superinteressante, trabalhou como editor, foi titular da coluna Ciência no Prato.

Também foi editor de gastronomia da na revista VIP, e formou-se sommelier de cerveja.

Marcos acabou de lançar "Cozinha Bruta", também o nome do seu blog, pela editora Abril, seu segundo livro.


Sobre o produtor

Academia DЯAFT

A missão da Academia Draft é ser um ambiente para que quem tem o que dizer possa dizê-lo. E para que quem está em busca de inspiração possa encontrá-la. De modo direto, simples, acessível, sem rodeios, sem máscaras e sem intermediários. Quer saber mais acesse: www.academiadraft.com

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Rua Vupabussu, 305, Pinheiros
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